A serenidade de quem aprendeu a ler devagar, e a urgência de quem sabe que a Palavra transforma.
Sou Reinaldo. Antes de qualquer título, sou marido, pai e avô, e há mais de 30 anos não consigo me afastar de um chamado: estudar e ensinar a Bíblia para as pessoas até que ela faça sentido e transforme.
Estudei a fundo, quatro anos de Teologia Exegética, grego e hebraico. Mas foi me debruçando sobre o texto com dedicação total que meu olhar mudou de vez: descobri que a Bíblia é muito mais profunda do que eu imaginava. Desse caminho nasceram o livro Capturados pelas Escrituras, os grupos de leitura, as mentorias e as coautorias, instrumentos de um só propósito: conduzir pessoas da superfície à intimidade com a Palavra, de um jeito cativante e bem explicado.
Não para criar mais religiosos, mas para que cada um descubra, por si, a riqueza que está ali guardada. Tudo se sustenta numa base simples: a família que caminha comigo.
Me formei no serviço antes de ser conhecido pelo ensino. Os anos de missão na JOCUM, começando no Rio de Janeiro e passando por Estados Unidos, Suíça e mais de 20 países, além de dezenas de cidades no Brasil onde ensinei em escolas, seminários e igrejas, me deram algo que nenhuma sala de aula ensina sozinha: comunicar a Escritura a pessoas de mundos muito diferentes.
Vieram quase três décadas de pastorado e, nos últimos anos, uma virada. O mesmo dom de ensinar encontrou o digital e alcançou, do Instagram aos grupos de leitura, muito mais gente do que um templo comportaria.
A Palavra antes da vocação
Aos dez anos ganhei dos meus pais um Novo Testamento de capa dura vermelha e letra grande. No batismo, em 1979, veio a Bíblia completa, com uma dedicatória impactante feita pelo meu pai. Ali comecei a jornada de leitura, meditação, estudo e memorização.
A primeira grande guinada
Estava prestando vestibular para medicina, entendendo a vocação, mas sabendo que precisava conhecer o propósito de Deus antes. O chamado para missões veio pela própria Palavra, em Isaías 45 e 55.
Formação e casamento
Cursei Bacharel em Teologia Exegética no Seminário Teológico Batista do Paraná, com ênfase na interpretação das Escrituras. Casei com Christina em abril de 1988 e me formei em dezembro.
JOCUM
Desmontamos o apartamento, colocamos no carro o que precisávamos e partimos de Curitiba para o Rio de Janeiro. Entrei pela Escola de Treinamento e Discipulado e aprendi a servir antes de instruir.
Escola de Estudos Bíblicos
A primeira EEB da Universidade das Nações realizada no Brasil. Nove meses interpretando a Bíblia versículo por versículo pelo método indutivo, doze horas por dia, cinco leituras completas e um trabalho produzido para cada livro.
Estados Unidos e Suíça
Richmond, na Virgínia, seria nossa casa: fui convidado para compor o staff da School of Biblical Studies Core Course. Dali, no mesmo ano, nos mudamos para Lausanne, na Suíça, para liderar o mesmo curso.
O pastorado
Segunda grande guinada. Quase três décadas conduzindo uma comunidade à profundidade da Escritura, com paciência pastoral, direcionado para o cumprimento da missão.
A virada digital
Terceira grande guinada. O dom do ensino convertido em obra: e-book, grupos de leitura e a futura plataforma guiada.
A base que sustenta o trabalho
Minha vida não se separa da vida da minha família. Foi com ela que atravessei campos missionários, mudanças de país e décadas de missões e pastorado, e é dela que vem boa parte da estabilidade que me permite ensinar com serenidade. Família e missão nunca competiram: caminharam juntas, uma sustentando a outra. Sou casado há 38 anos com Christina, minha primeira namorada. Temos duas filhas: Nathalia, casada com Rodrigo, e Ana Paula, casada com Felipe. Delas veio a maior riqueza que eu poderia receber: minha neta Isabela, e o Samuel, que está a caminho.
Raiz
A vida de fé começa no cotidiano, não nos palcos.
Constância
O mesmo cuidado de anos no campo está nas relações próximas.
Serviço
Servir é o idioma comum entre o ministério e a casa.
Dignidade
Uma base discreta, sem sentimentalismo, mas decisiva.

O nome que carrego
O escudo dos Briones traz a data de 1174 e resume o sobrenome em três palavras: paixão, honestidade e lealdade. Quem carrega esse nome, diz o brasão, vem de uma linhagem antiga e leal, conhecida pelo amor incondicional.
Muitas histórias envolvem este sobrenome, esta é mais uma delas. Tem origem inglesa, mas que criou raízes na Espanha. Sinto-me honrado por carregá-lo. A cultura judaica acreditava que o nome estava ligado à identidade, ao caráter, e de fato existe uma lógica. Aí estão minhas raízes, e sou muito grato.


